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UM TRIBUTO À PRINCESA DIANA

por Jan Hunt, Psicóloga diretora do "The Natural Child Project"

A princesa Diana se foi. Como tanta gente, eu fiquei surpresa e desorientada com a minha própria reação.

Eu sempre admirei Diana. A transformação abrupta e total "de ninguém a princesa" (em suas próprias palavras) resultou em fama, poder, riqueza, mas também em desafios pessoais com os quais todos nós nos identificamos. Seu casamento - condenado desde o início, como depois soubemos - e seus subseqüentes distúrbios alimentares e períodos de depressão e desespero foram lembretes inevitáveis de que um membro da realeza também é um ser humano com sentimentos e necessidades humanas. Diana, talvez mais do que qualquer outra pessoa famosa da história, nos ensinou que cada um de nós, em qualquer posição social, é igual aos outros naquilo que realmente importa em nossas vidas.

Diana tinha muito o que nos ensinar sobre coragem. Ela enfrentou desafios diante dos quais os nossos parecem pequenos. Ela não só teve conflitos pessoais com a sogra, mas também com a rainha da Inglaterra. Ela não só teve seu casamento condenado pelo amor de seu marido por outra mulher, mas também teve que enfrentar essa descoberta devastadora sob a vigilância constante de fotógrafos, repórteres e de todos nós.

Às vezes ela vacilava, reagindo com raiva, inveja ou desespero absolutamente humanos. Mas em seguida ela conseguia recuperar seu equilíbrio e sua generosidade. Como uma verdadeira princesa ela era capaz de realizar uma alquimia mágica que transformava suas tristezas pessoais em compaixão e esperança para os outros. Do meio de seus problemas pessoais, ela era capaz de estender a mão aos menos afortunados - aos doentes, desabrigados e desesperados. A maior parte desse trabalho ela fez individualmente, sem buscar honrarias ou reconhecimento pessoal.

Diana também foi uma mãe dedicada, que teve que criar seus filhos em circunstâncias excepcionais: a mudança brusca de professora de jardim-de-infância a princesa, um casamento conturbado, o ofuscamento da publicidade e a falta de privacidade, parentes por afinidade terríveis e poderosos e um marido criado para aceitar um protocolo real que espelha séculos de comportamento "conveniente" e frio. Ela aceitou o peso de todos esses desafios, criando seus filhos com todo o amor, o calor e a compaixão que alguém poderia ser capaz em circunstâncias tão singulares.

Enquanto viveu, Diana ensinou seus filhos a expressar suas emoções. Com sua morte prematura, Diana conseguiu sozinha enternecer todo o povo britânico, tradicionalmente frio e reservado. Milhões de pessoas se reuniram em uma demonstração de profunda comoção, diante do mundo e de si mesmas. Diana se foi - mas ao sair, transformou todos aqueles que deixou para trás, multiplicando magicamente a si mesma, seu amor, compaixão, generosidade, coragem e sabedoria. Nesse sentido - se tivermos sorte - Diana estará sempre conosco.

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